Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram novas regras de arbitragem que já começam a valer nas próximas rodadas das competições. As mudanças foram definidas em reunião com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e incluem medidas para combater a cera, reduzir confrontos entre jogadores e reforçar o combate ao racismo no futebol.
Entre as novidades está a adoção do chamado Protocolo Vini Jr., que prevê punição mais rigorosa para jogadores que participarem de confrontos com adversários enquanto cobrem a boca de maneira intencional. A medida ganhou esse nome após episódios envolvendo o atacante brasileiro e segue uma regra que já foi utilizada pela Fifa durante a Copa do Mundo de 2026.

O que é a Lei Vini Jr?
A nova regra determina que um jogador que cobrir a boca de forma intencional durante um confronto ou discussão com um adversário poderá ser expulso.
A medida busca combater um comportamento que dificulta a identificação de possíveis ofensas durante discussões em campo. A regra ficou conhecida como “Lei Vini Jr.” em referência ao atacante brasileiro, que já foi vítima de episódios de racismo no futebol.
A novidade não significa que simplesmente colocar a mão na boca durante uma partida resultará em cartão vermelho. A punição está relacionada especificamente à utilização do gesto durante confrontos ou discussões entre jogadores, com a intenção de esconder o que está sendo dito.

Episódio com Prestianni inspirou protocolo
O caso aconteceu em fevereiro deste ano, durante a partida entre Benfica e Real Madrid, pela Champions League. Depois de marcar o gol da vitória do time espanhol por 1 a 0, Vini Jr. se envolveu em uma discussão com Prestianni. Durante o confronto, o jogador argentino cobriu a boca com a camisa e, segundo a denúncia feita pelo brasileiro, teria proferido uma ofensa racista.
O árbitro acionou o protocolo antirracismo da Uefa e a partida ficou paralisada por cerca de 11 minutos. Posteriormente, Prestianni recebeu uma punição de seis jogos pela Uefa por conduta discriminatória, sendo três deles em caráter suspenso.
A situação ajudou a colocar em discussão uma prática que dificulta a identificação de possíveis ofensas durante confrontos entre jogadores. É justamente nesse contexto que surge a nova orientação adotada no futebol brasileiro.



