A Polícia Científica do Paraná iniciou um trabalho especial para identificar as vítimas do acidente que deixou 23 mortos na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais. Diante da dimensão da ocorrência, foi acionado o protocolo internacional DVI (Disaster Victim Identification), utilizado em situações que envolvem múltiplas vítimas.
O protocolo DVI reúne procedimentos específicos para ocorrências de grande proporção. A metodologia permite concentrar e cruzar diferentes informações obtidas durante a perícia, aumentando a segurança na identificação das vítimas. O acidente aconteceu na madrugada desta quarta-feira (19) e envolveu um micro-ônibus e uma carreta. A gravidade da ocorrência levou à mobilização de equipes de diferentes regiões do estado.

Profissionais das Unidades de Execução Técnico-Científica (UETCs) de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava participam dos trabalhos realizados após a colisão.
A atuação dos peritos inclui a localização das vítimas, o registro das informações, a coleta de vestígios e a individualização de cada pessoa encontrada no local. O procedimento é realizado de forma organizada para evitar qualquer erro durante o processo de identificação.
Além de trabalhar na identificação das vítimas, a Polícia Científica também realiza a perícia do local. Os especialistas analisam os vestígios deixados pela colisão para auxiliar na reconstrução da dinâmica do acidente e na investigação das causas da tragédia.
Enquanto a perícia avança, as autoridades também trabalham na consolidação das informações sobre as vítimas. A identificação é uma das etapas mais importantes após uma tragédia desse porte, especialmente para que os familiares possam receber informações oficiais e dar continuidade aos procedimentos necessários.



