Uma jovem de 18 anos, que ficou paraplégica após sofrer um grave acidente de trânsito, recebeu tratamento com polilaminina no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Com a aplicação, a jovem se tornou a 20ª paciente do Paraná a receber a terapia com polilaminina.
A paciente, que havia se casado há apenas dois meses, sofreu um trauma medular agudo e foi encaminhada ao hospital para receber atendimento especializado. O caso chamou atenção pela rapidez com que a equipe conseguiu viabilizar o tratamento dentro da chamada janela terapêutica.

Jovem sofreu grave trauma medular
Após o acidente de trânsito, a paciente sofreu uma lesão na medula espinhal que provocou a perda dos movimentos dos membros inferiores.
Ela foi encaminhada ao Hospital Angelina Caron, onde passou por avaliação e atendimento especializado. Exames identificaram a extensão da lesão e indicaram a necessidade de intervenção médica.
Além do tratamento convencional para o trauma, a equipe avaliou a possibilidade de utilização da polilaminina.
Entenda a janela terapêutica
A polilaminina foi aplicada dentro do período considerado adequado pelo protocolo utilizado para o tratamento experimental.
A chamada janela terapêutica é o intervalo de tempo após uma lesão em que uma determinada intervenção pode ser realizada de acordo com os critérios estabelecidos no protocolo.
No caso da jovem, a mobilização das equipes médicas e dos profissionais envolvidos permitiu que todas as etapas necessárias fossem cumpridas dentro do período previsto.
A aplicação foi realizada pelo neurocirurgião Bruno Côrtes, do Rio de Janeiro.
Polilaminina ainda é uma terapia em investigação
A polilaminina é uma terapia experimental que está sendo estudada para possíveis aplicações no tratamento de lesões da medula espinhal.
A substância está relacionada à laminina, uma proteína presente no organismo e envolvida em processos celulares. Pesquisadores estudam seu potencial para auxiliar na recuperação de estruturas nervosas após uma lesão medular.
É importante destacar que a polilaminina ainda está em investigação científica e não pode ser considerada um tratamento com eficácia comprovada para a recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular.
A realização do procedimento nesse caso ocorreu dentro de um programa de uso compassivo, destinado a situações específicas e mediante o cumprimento das exigências clínicas e regulatórias.
20ª paciente do Paraná
Com o procedimento realizado no Hospital Angelina Caron, a jovem se tornou a 20ª paciente do Paraná a passar pela terapia com polilaminina.
O caso também representa a primeira aplicação da substância realizada no Hospital Angelina Caron dentro desse programa.
A utilização da terapia faz parte de um cenário de pesquisa que busca ampliar o conhecimento sobre possíveis alternativas para pacientes que sofrem lesões graves na medula espinhal.



