A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre, desde as primeiras horas desta quinta-feira (20), 24 mandados judiciais contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o grupo tinha atuação predominante no bairro Cajuru, em Curitiba, e mantinha integrantes e atividades em outras cidades, incluindo Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Ao todo, são nove mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão domiciliar, cumpridos em Curitiba, Piraquara, São José dos Pinhais e Balneário Camboriú. A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias de até R$ 1 milhão e o sequestro de veículos de luxo. Cães de faro da PCPR participam da operação.
INVESTIGAÇÃO COMEÇOU NO CAJURU
A investigação começou a partir de denúncias anônimas e requisições do Ministério Público que apontavam intenso fluxo de tráfico de drogas em uma região conhecida como Rua do Meio, no bairro Cajuru.
As diligências de campo e as interceptações autorizadas pela Justiça permitiram, segundo a PCPR, identificar uma estrutura hierarquizada responsável pelo abastecimento, pela distribuição das drogas e pela movimentação dos valores obtidos com o tráfico.
De acordo com a investigação, um dos suspeitos apontados como responsável pela organização mantinha o controle das atividades mesmo estando fora do Cajuru. Segundo a PCPR, ele atuava a partir do litoral de Santa Catarina e de bairros de Curitiba.
“Mesmo gerenciando as atividades à distância a partir do litoral catarinense e de bairros nobres da capital, ele mantinha o domínio sobre o abastecimento, a logística e a movimentação financeira da distribuição de entorpecentes”, afirma o delegado Victor Loureiro Mattar Assad.
GRUPO TINHA GERENTES E DISTRIBUIÇÃO ORGANIZADA
A PCPR identificou gerentes responsáveis por pontos de venda de drogas. Alguns deles, segundo a investigação, continuavam atuando mesmo sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. O comércio era concentrado em cocaína e derivados de maconha.

automáticas e de uso restrito
A organização também teria estruturado uma logística para transporte, armazenamento e distribuição dos entorpecentes. Segundo a polícia, intermediários, entregadores de aplicativos e imóveis de familiares eram utilizados nessas atividades. Em alguns casos, as drogas eram transportadas por entregadores em embalagens que simulavam presentes.
EMPRESAS ERAM USADAS PARA MOVIMENTAR DINHEIRO
A investigação também identificou uma estrutura que, segundo a PCPR, era utilizada para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico.
A organização teria constituído empresas de fachada em nome de terceiros e familiares para movimentar os recursos. A polícia também identificou pessoas responsáveis pela contabilidade e pela administração das contas bancárias.
Segundo a PCPR, os valores movimentados pelo grupo chegavam a dezenas de milhares de reais por mês.
OPERAÇÃO BUSCA ATINGIR PATRIMÔNIO
Além das prisões e buscas, a operação tem como objetivo interromper a atuação da organização criminosa e atingir o patrimônio relacionado às atividades investigadas.
Materiais, documentos, valores e aparelhos eletrônicos apreendidos serão analisados pela PCPR. A investigação também busca identificar outros integrantes, novos vínculos e possíveis bens ocultados pelo grupo.



