Faltam pouco mais de duas semanas para o Paraná Clube entrar em campo pela Copa Paraná. Até a estreia, no dia 29 de agosto, contra o Athletico, o técnico Tcheco terá uma sequência de treinamentos para ajustar o time, conhecer melhor os reforços e definir a formação que vai iniciar a competição.
O trabalho na Vila Capanema parte de uma vantagem importante. A maior parte do elenco que terminou a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense como vice-campeão permaneceu no clube. Entre 85% e 90% do grupo foi mantido, segundo o planejamento da diretoria.
Isso significa que Tcheco não começa o trabalho do zero. O treinador já conhece boa parte dos jogadores e tem uma base que chega à Copa Paraná com algum entrosamento. Agora, a tarefa é encaixar os novos nomes e dar ao time o equilíbrio necessário para uma competição que começa em pouco mais de 15 dias.
Reforços chegam na reta final
O Paraná aproveitou as últimas semanas para completar o elenco. O zagueiro Vittor Mota, que estava no Grêmio Anápolis, e o volante Bruno Vinícius, ex-Maguari-PE, foram anunciados para reforçar o setor defensivo e o meio-campo. Para o ataque, o Tricolor contratou Coutinho, que vinha se destacando pelo Araucária na Divisão de Acesso.
Eles se juntam a jogadores que já haviam sido incorporados ao planejamento para a Copa Paraná, como o goleiro Matheus Barônio, ex-URT, o lateral-direito Lucas Serafini, ex-Altos-PI, e o atacante Vini Ribeiro. Entre os jogadores que permaneceram no elenco estão Bruno Dip, Lucão e Juan Lima, nomes que já conhecem a rotina do clube e que fazem parte da base que Tcheco terá à disposição. Agora, o treinador precisa transformar esse grupo em um time. É justamente essa etapa que ganha importância nas próximas semanas.
Tcheco ganha tempo para montar o time
Com a estreia ainda distante pouco mais de duas semanas, o Paraná terá tempo para trabalhar aspectos que não puderam ser aprofundados durante a temporada anterior. A comissão técnica pode testar formações, observar os reforços e também dar espaço para jogadores que ainda buscam uma oportunidade no elenco.

Tcheco também pretende utilizar jogos-treino e amistosos nesta reta final de preparação. A ideia é colocar os jogadores em situações próximas às que serão encontradas durante a Copa Paraná e, ao mesmo tempo, avaliar as opções disponíveis. O treinador sabe que o time ainda precisa evoluir. A competição será uma oportunidade para entender quais jogadores respondem melhor às exigências dos jogos e quais podem ganhar espaço no planejamento para a próxima temporada. “A Copa Paraná dará a real dimensão de quais atletas estão prontos para compor a espinha dorsal do Campeonato Paranaense da Primeira Divisão”, afirmou Tcheco.
Por isso, essas semanas de preparação não servem apenas para escolher os 11 titulares. Também são importantes para definir as peças que podem fazer parte do grupo ao longo da competição.
Copa Paraná vale mais do que a competição estadual
O Paraná Clube chega para a Copa Paraná com um objetivo que vai além dos próprios jogos do torneio. A competição pode abrir ao Tricolor a possibilidade de voltar a ter calendário nacional em 2027. A classificação para a Copa do Brasil ou para o Campeonato Brasileiro da Série D depende da campanha na competição, conforme os critérios estabelecidos para o torneio.
É por isso que cada etapa da preparação ganha peso. O clube precisa primeiro montar um time competitivo, depois fazer uma boa campanha e, a partir daí, buscar uma das vagas que podem recolocar o Paraná no cenário nacional. Mas antes de pensar no que pode acontecer em 2027, o foco está no que precisa ser feito agora. São pouco mais de duas semanas até a estreia. É tempo para Tcheco ajustar o time, integrar os reforços e definir uma equipe capaz de competir desde a primeira rodada.
E o primeiro teste já será daqueles que exigem atenção. O Paraná começa a Copa Paraná contra o Athletico, fora de casa. Até lá, o Tricolor terá que aproveitar cada treinamento para chegar ao primeiro jogo mais pronto do que está hoje.



