O Paraná chegou a dez tornados confirmados em 2026 após o fenômeno que atingiu comunidades rurais de Piraí do Sul, nos Campos Gerais, no sábado (8). O levantamento dos estragos continuou neste domingo (9), com equipes do Simepar e da Defesa Civil no município. O tornado atingiu as comunidades de Capinzal, Jararaca, Fundão e Santo André, afetou 20 casas e deixou 20 pessoas desalojadas. Os moradores foram acolhidos por familiares.
Não há registro de mortos ou feridos. Além dos imóveis danificados, o tornado provocou queda de árvores e estruturas e prejudicou o acesso a alguns pontos das comunidades atingidas. As equipes também trabalham na desobstrução dos acessos e no atendimento às famílias. A intensidade do tornado que atingiu Piraí do Sul ainda não foi definida. Técnicos do Simepar analisam o rastro deixado pelo fenômeno e os danos encontrados nas propriedades para determinar a classificação dentro da Escala Fujita.
Tornados no Paraná em 2026
Antes de Piraí do Sul, o Simepar havia confirmado outros nove tornados no Paraná em 2026. O primeiro foi registrado em Mercedes, no Oeste do Estado, em 1º de janeiro, e foi classificado como F1. Em 10 de janeiro, São José dos Pinhais foi atingido por um tornado F2, que afetou cerca de 350 casas e deixou duas pessoas feridas.
Em 7 de fevereiro, um tornado F0 foi confirmado em Foz do Iguaçu, na área rural do município. Depois, entre os dias 28 e 30 de junho, uma sequência de tempestades provocou outros registros no Estado. Em 28 de junho, um tornado F2 foi confirmado na comunidade de Imbu, na área rural de Reserva. No dia 29, tornados F1 foram registrados em Nova Cantu, Turvo e Laranjeiras do Sul. Também houve dois tornados em Inácio Martins, registrados entre os dias 29 e 30 de junho.
Houve ainda uma ocorrência em Cruz Machado durante o mesmo período de tempestades. O município foi atingido pelo rastro de um dos fenômenos registrados na região, mas o caso não recebeu uma classificação própria porque não foram encontrados danos suficientes para determinar a intensidade. Por isso, a ocorrência não entra na relação dos dez tornados confirmados pelo Simepar.
Como funciona a Escala Fujita
A intensidade dos tornados é definida pela Escala Fujita, utilizada pelos técnicos a partir dos danos encontrados depois da passagem do fenômeno. A classificação vai de F0 a F5. Na categoria F0, os ventos variam de 64 a 116 km/h. No F1, ficam entre 117 e 180 km/h. O F2 corresponde a ventos de 181 a 250 km/h, enquanto o F3 varia de 251 a 330 km/h. Os tornados F4 apresentam ventos entre 331 e 420 km/h e os F5 têm ventos acima de 420 km/h.

No caso de Piraí do Sul, ainda não é possível dizer em qual categoria o tornado se enquadra. O Simepar continua analisando os danos encontrados nas propriedades e o caminho deixado pelo fenômeno para definir a intensidade.
Defesa Civil acompanha famílias em Piraí do Sul
A Defesa Civil segue acompanhando as famílias atingidas em Piraí do Sul. O trabalho inclui o levantamento dos danos, o atendimento aos moradores que precisaram deixar as casas e o apoio para a recuperação dos acessos às comunidades.
O Corpo de Bombeiros também atua na região, principalmente na retirada de árvores e estruturas que prejudicam a passagem e o acesso às áreas atingidas. Por enquanto, o balanço em Piraí do Sul aponta 20 casas afetadas, 20 pessoas desalojadas e nenhum morto ou ferido. O município é o décimo caso de tornado confirmado pelo Simepar no Paraná em 2026.



