A Polícia Civil de São Paulo indiciou o ator Marco Furlan, de 48 anos, por estupro de vulnerável contra uma criança autista de cinco anos. O crime teria ocorrido na madrugada de 2 de agosto, durante uma festa de aniversário em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior paulista. Preso em flagrante na ocasião, Furlan permanece em prisão preventiva.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a mãe havia colocado o filho para dormir em um dos quartos da casa enquanto participava de uma confraternização. Ela relatou ter ouvido gritos e, ao entrar no cômodo, encontrou a criança e o ator sem roupas. O menino teria reclamado de dores e foi levado para atendimento médico.
Investigação foi concluída
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba e encaminhada ao Ministério Público de São Paulo. O processo tramita sob segredo de Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, o indiciamento ocorreu após a análise de depoimentos e outros elementos reunidos durante a investigação. Testemunhas ouvidas pela polícia apresentaram relatos sobre o que teria acontecido antes e depois do episódio.
Um exame médico inicial realizado na criança não identificou lesões físicas visíveis. Segundo a defesa da família, porém, exames complementares ainda estão pendentes, e a ausência de lesões não é suficiente, isoladamente, para afastar a possibilidade do crime investigado. A criança ainda deverá ser ouvida formalmente.
Defesa afirma que ator é inocente
Já a defesa de Marco Furlan contesta o indiciamento e afirma que o ator é inocente. A advogada Graciele Queiroz também questionou a velocidade da investigação, concluída cinco dias após a prisão.
Segundo a defesa, outras pessoas que estavam na festa não teriam sido ouvidas e materiais que poderiam contribuir para a investigação não teriam sido coletados. A advogada também contestou a versão registrada inicialmente no boletim de ocorrência de que Furlan teria confundido a criança com a namorada.
Caso segue agora com o Ministério Público
Com o inquérito concluído, cabe agora ao Ministério Público de São Paulo analisar as provas reunidas e decidir se apresenta denúncia contra o ator.
Furlan segue preso preventivamente enquanto o caso tramita na Justiça.



