O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), afirmou nesta segunda-feira (3) que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu, por meio de decisão liminar, todos os procedimentos relacionados à investigação que apura suspeitas de rachadinha e cobrança de valores para indicações de cargos na Prefeitura de Curitiba. A declaração foi feita durante expediente da sessão plenária da Câmara. Segundo o vereador, a decisão judicial foi proferida em 7 de julho e determinou a suspensão da investigação, que tramita sob sigilo.

Em pronunciamento, Tico Kuzma afirmou que colaborou com as investigações desde o início, fornecendo os esclarecimentos solicitados pelas autoridades. Ele também declarou que as denúncias anônimas que deram origem à apuração não foram confirmadas durante o andamento do procedimento. “Colaborei com toda a investigação e prestei todos os esclarecimentos necessários. As denúncias anônimas que motivaram essa apuração não encontraram confirmação”, afirmou o parlamentar durante a sessão.
Relembre a investigação do Gaeco
A investigação tornou-se pública após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada em 29 de junho. Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão contra Tico Kuzma, assessores parlamentares e servidores da administração municipal. O Ministério Público do Paraná apura suspeitas de um esquema de venda de cargos públicos e da prática conhecida como rachadinha, caracterizada pela suposta exigência de repasses financeiros de assessores parlamentares e de pessoas indicadas para cargos na Prefeitura de Curitiba.
Até o momento, o Ministério Público não divulgou manifestação sobre a decisão liminar mencionada por Kuzma. A investigação permanece suspensa por força da liminar, conforme informado pelo presidente da Câmara, até nova deliberação do Poder Judiciário.



