A Polícia Militar do Paraná prendeu, na noite desta quarta-feira (19), um homem suspeito de esfaquear um motociclista após uma discussão de trânsito em Guarapuava, na região central do Paraná. O suspeito foi localizado em Turvo com auxílio dos sistemas de inteligência artificial. A ocorrência começou no bairro Vila Bela, em Guarapuava, após um desentendimento entre os dois homens. Segundo a PM, o motociclista teria parado para dar preferência a um pedestre, situação que teria provocado a irritação do condutor de uma caminhonete.
Após a discussão, o motorista teria seguido até uma pizzaria onde o motociclista trabalha. No local, ele teria atacado a vítima com uma arma branca e atingido o homem no ombro. Depois da agressão, equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar (16º BPM) receberam informações sobre o veículo utilizado pelo suspeito e iniciaram buscas na região.
Os policiais cruzaram os dados da caminhonete com imagens captadas pela rede de câmeras inteligentes. A partir das informações, o sistema indicou a localização do veículo em uma rodovia no sentido de Turvo.
A tecnologia também auxiliou os policiais na identificação de possíveis rotas utilizadas pelo suspeito. Com essas informações, equipes de Turvo, com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Choque, conseguiram localizar e abordar o homem cerca de duas horas após a agressão.
Ele foi preso por lesão corporal e foi encaminhado à 14ª Subdivisão Policial (SDP), em Guarapuava, onde ficou à disposição da autoridade policial. O motociclista foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Batel, em Guarapuava, para receber atendimento médico.
Como funciona a inteligência artificial usada pela polícia?
Os sistemas de inteligência artificial utilizados pelas forças de segurança do Paraná funcionam como ferramentas de apoio às ações policiais. A tecnologia pode auxiliar no monitoramento de veículos, na identificação de suspeitos e na localização de pessoas procuradas pela Justiça.
No caso de Guarapuava, o cruzamento das informações do veículo com imagens da rede de câmeras contribuiu para indicar o caminho percorrido pelo suspeito e acelerar a localização.
A ferramenta é utilizada de forma integrada pelas forças de segurança e tem como objetivo fornecer informações que auxiliem o trabalho dos agentes. A atuação policial continua sendo responsável pela tomada de decisões e pelas abordagens.
A solução é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp), pela Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGGSD). Segundo o governo estadual, a operação segue as regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).



