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Filhote de onça-parda resgatada em Luiziana recebe atendimento

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Uma filhote fêmea de onça-parda (Puma concolor), com cerca de três a quatro meses de idade, foi resgatado na noite de ontem (20) pela Polícia Ambiental do Paraná, nas proximidades de um posto de combustíveis em Luiziana. O animal, encontrado desnutrido e desidratado, pesava aproximadamente seis quilos e foi levado para atendimento emergencial na Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado, em Campo Mourão.

Filhote de onça-parda foi encontrada desnutrida e desidratada em Luiziana. (Foto: Centro Universitário Integrado)

O resgate contou com orientação de um servidor do Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela captura e manejo de animais silvestres, e mobilizou o convênio entre as autoridades de fiscalização e a instituição de ensino. “O mamífero chegou à clínica bastante assustado, mas sem ferimentos aparentes”, contou Emilaine Bonete, médica veterinária do Integrado e especialista em animais selvagens.

A clínica tem estrutura e equipe especializadas na reabilitação da fauna silvestre e já atendeu aves como corujas, répteis e mamíferos como lobo-guará, onças e jaguatiricas. A parceria com o IAT e a Polícia Ambiental é voltada a resgates ecológicos na região.

Exames confirmam bom estado de saúde

Para garantir a segurança da equipe e do animal, a onça foi sedada antes da avaliação física, coleta de sangue, ultrassonografia e radiografias. Os testes rápidos para Sida Felina (FIV), Leucemia Felina (FeLV) e Parvovirose deram negativo.

Segundo Felipe Gava, professor do curso de Medicina Veterinária do Integrado, a principal suspeita é que a filhote tenha sido abandonada ou que a mãe tenha morrido recentemente.

Rumo à reabilitação

Após acordar da anestesia, a onça reagiu bem e voltou a se alimentar. Com a recuperação inicial confirmada, o IAT transferiu o animal hoje (21) para o Centro Universitário UniFil, em Londrina, onde o tratamento continua. “Assim que ela estiver totalmente reabilitada e com os sinais vitais restabelecidos, o encaminhamento será para uma área de soltura devidamente cadastrada no Paraná, devolvendo esse animal ao seu habitat natural”, explica Mateus Rodrigues Gozer, agente de execução técnica e manejo de meio ambiente do IAT.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre

Especialistas reforçam que, ao encontrar fauna nativa em área urbana ou rodovias, o ideal é manter distância segura e não tentar se aproximar:

  • Afaste-se com cuidado, sem movimentos bruscos — a mãe pode estar por perto e reagir de forma agressiva;
  • Não toque nem pegue o filhote — o cheiro humano pode fazer a fêmea rejeitá-lo, além do risco de ataque;
  • Não alimente o animal — leite, água ou comida inadequados podem prejudicar sua saúde e futura reabilitação.

“A orientação é evitar qualquer tentativa de resgate por conta própria e acionar imediatamente a Polícia Militar Ambiental, o Corpo de Bombeiros (193) ou o IAT”, complementa Emilaine Bonete.