Um par de tênis com um formato considerado “esquisito” chamou a atenção de fiscais da Receita Federal durante uma fiscalização de rotina no Paraná. Ao verificarem o calçado, os agentes encontraram 67 ampolas de medicamentos para emagrecimento escondidas em um compartimento falso na sola. O tênis estava escondido sob as poltronas de um ônibus de turismo que seguia para Florianópolis, em Santa Catarina. A apreensão ocorreu durante uma operação de combate ao contrabando e ao descaminho.
Segundo a Receita Federal, os agentes desconfiaram do formato incomum do calçado durante a inspeção do ônibus. Ao examinarem o tênis, encontraram um compartimento preparado sob a sola, onde estavam escondidas as ampolas. Ao todo, foram apreendidas 67 unidades de medicamentos para emagrecimento.
A estratégia chamou a atenção dos fiscais justamente pela forma como os produtos foram escondidos. O compartimento falso permitia transportar as ampolas sem que elas ficassem aparentes.
Dono do tênis não foi localizado
Apesar da apreensão, a Receita Federal informou que o responsável pelo calçado não foi identificado. Como o dono do tênis não foi encontrado, ele não responderá pelo contrabando relacionado aos medicamentos. As 67 ampolas foram apreendidas pelos agentes.
A fiscalização fazia parte das ações de rotina realizadas pela Receita Federal para combater a entrada e o transporte irregular de mercadorias no país. O veículo fiscalizado era um ônibus de turismo com destino a Florianópolis. Durante a abordagem, os agentes verificaram diferentes pontos do veículo até encontrarem o calçado escondido sob as poltronas.
Criatividade chama atenção dos agentes
Na última quarta-feira (12), um motorista também foi flagrado transportando pelo menos 08 ampolas de tirzepatida escondidas na sola da bota durante uma abordagem de rotina. A apreensão ocorreu após os agentes identificarem contradições nas versões apresentadas pelo homem sobre a viagem e as mercadorias que levava.
Segundo a Receita Federal, o motorista, que não teve a identidade divulgada, apresentou informações diferentes ao ser questionado pelos agentes. A inconsistência nas respostas motivou uma fiscalização mais detalhada do veículo e dos ocupantes.



