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Cesta básica em Curitiba consome 56% do salário mínimo

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O trabalhador curitibano que vive com um salário mínimo precisou comprometer cerca de 56% da renda apenas para garantir a alimentação básica da família no primeiro semestre de 2026. O dado faz parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o levantamento, o custo médio da cesta básica em Curitiba chegou a R$ 842,67. No acumulado entre janeiro e junho de 2026, o valor aumentou 14,21%. Com a alta, Curitiba terminou o primeiro semestre como a oitava capital brasileira com o maior custo da cesta básica.

Batata e tomate puxam alta dos preços

Os alimentos que mais pesaram no aumento da cesta básica foram a batata e o tomate. A batata acumulou alta de 121,48% no primeiro semestre de 2026, enquanto o tomate subiu 117,7% no mesmo período.

De acordo com a pesquisa, a disparada nos preços está relacionada às condições climáticas na região Centro-Sul do país, com períodos de excesso ou falta de chuvas, que afetaram a produção e a oferta dos alimentos.

Curitiba tem uma das cestas básicas mais caras do país

O levantamento do Dieese aponta que a alta registrada em Curitiba deixou a capital paranaense entre as cidades com maior custo de alimentação básica no Brasil. A maior elevação no primeiro semestre foi registrada em Fortaleza (CE), onde a cesta básica aumentou 21,48% entre janeiro e junho. Já a menor variação ocorreu em São Luís (MA), com alta de 4,02% no período. A pesquisa é aplicada nas 27 capitais brasileiras.