A Prefeitura de Curitiba lançou nesta segunda-feira (10) as Centrais de Cuidado Contínuo, estratégia que passa a utilizar o monitoramento remoto para acompanhar pacientes com doenças crônicas e identificar pessoas que deixaram de realizar consultas, exames ou outros procedimentos de saúde.
A iniciativa foi lançada pelo prefeito Eduardo Pimentel na Rua da Cidadania Cajuru e integra a Política Municipal de Saúde Digital. Ao todo, serão dez Centrais de Cuidado Contínuo, uma em cada Distrito Sanitário da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

As estruturas vão acompanhar pacientes com condições como hipertensão, diabetes e transtornos mentais, além de mulheres em tratamento contra o câncer de mama e gestantes que apresentam algum tipo de complicação.
A proposta é identificar quem deixou de seguir o acompanhamento e fazer a recondução do paciente à linha de cuidado da Atenção Primária, evitando que a interrupção do tratamento contribua para o agravamento do quadro.
“O SUS Curitiba está vivendo uma nova etapa, em que a tecnologia trabalha para aproximar ainda mais os serviços das pessoas. Com as Centrais de Cuidado Contínuo, deixamos de esperar que o paciente volte sozinho à unidade e passamos a procurá-lo antes que a doença se agrave. É um cuidado mais inteligente, mais humano e mais resolutivo”, afirmou Pimentel.
Mais de 38 mil pacientes acompanhados
As Centrais de Cuidado Contínuo são resultado de um projeto-piloto iniciado em março de 2025 no Distrito Sanitário Cajuru. Durante a expansão do projeto, entre março de 2025 e julho de 2026, 38.247 usuários foram acompanhados. Com a ampliação, o serviço passa a estar presente nos dez Distritos Sanitários de Curitiba.
Durante o lançamento, o prefeito fez uma ligação para a dona de casa Ruth de Mello, de 70 anos, que é acompanhada pela Central de Cuidado Contínuo Cajuru por causa da hipertensão.
Segundo a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, a nova estratégia busca reforçar uma das principais características da Atenção Primária: o acompanhamento contínuo da população.
“Mais que incorporar tecnologia, as centrais colocam a inovação a serviço das pessoas. O objetivo é simples: fazer com que o cuidado aconteça no momento certo, evitando que pequenas pendências se transformem em problemas maiores”, afirmou.
As Centrais de Cuidado Contínuo também passam a atuar como apoio às equipes das 109 unidades da Atenção Primária de Curitiba. A partir da identificação de pacientes que precisam retomar o acompanhamento, as equipes podem organizar exames, facilitar o acompanhamento médico e auxiliar no controle de doenças crônicas.
Como funciona?
Cada uma das dez Centrais conta com um médico e um enfermeiro dedicados ao acompanhamento remoto dos pacientes. O trabalho começa com a análise do prontuário eletrônico para identificar quem apresenta exames pendentes, deixou de comparecer às consultas, interrompeu o tratamento ou necessita de uma nova avaliação clínica.




