O delegado de Araucária, Gabriel Fontana, e o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram, na manhã desta terça-feira (28), durante coletiva de imprensa, que os pais do menino João Gabriel, desaparecido há dois dias em uma área de mata na zona rural de Araucária, não são considerados suspeitos.
O secretário afirmou que os pais são tratados como vítimas.”Temos a mãe como vítima, o pai como vítima. São jovens agricultores que trabalham como caseiros naquela região, onde há uma criação de suínos. Estamos usando todas as possibilidades para localizar o menino”, disse Hudson.
Buscas entram no terceiro dia
As buscas por João Gabriel, de cinco anos, entraram no terceiro dia nesta terça-feira (28). O menino desapareceu na manhã de domingo (26), após sair para ir ao banheiro, localizado do lado de fora da casa onde morava com a família, na região de Campo Redondo, zona rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
João Gabriel é autista não verbal, característica que torna as buscas ainda mais complexas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal de Araucária, Polícia Civil e dezenas de voluntários participam da operação. Ao todo, mais de 200 pessoas estão mobilizadas nas buscas. Helicópteros, embarcações, drones, sonares, cães farejadores e mergulhadores são utilizados na tentativa de localizar o menino.
Pais estão em processo de separação
Durante a coletiva, o delegado Gabriel Fontana desmentiu a informação de que os pais teriam comprado uma passagem para Londrina após o desaparecimento da criança.Segundo ele, a passagem havia sido adquirida anteriormente, porque a mãe já tinha programado o retorno à cidade em razão do processo de separação do casal.”Eles estão em um processo de separação. A passagem para Londrina já estava comprada havia algum tempo”, esclareceu.
O delegado afirmou ainda que, até o momento, as investigações não apontam para a prática de um crime.”Até o momento, tratamos essa família como vítima da situação. Não foi identificada nenhuma circunstância criminosa, mas as investigações continuam. Agora vamos ouvir vizinhos e outras testemunhas”, afirmou.
Buscas continuam e autoridades mantêm esperança
Durante a coletiva, o secretário da Segurança Pública informou que cerca de 120 bombeiros participam diretamente das buscas, além dos voluntários, que atuam sob coordenação do Corpo de Bombeiros.
Hudson voltou a reforçar que os pais são tratados como vítimas.”Temos a mãe como vítima, o pai como vítima. São jovens agricultores que trabalham como caseiros naquela região, onde há uma criação de suínos. Estamos usando todas as possibilidades para localizar o menino”, afirmou.
O secretário também declarou que, apesar de o menino já ter passado duas noites desaparecido, as equipes mantêm a expectativa de encontrá-lo com vida.”Nós temos esperança de encontrá-lo com vida. Não fez muito frio nesses últimos dias, e crianças com autismo podem apresentar comportamento de isolamento, permanecendo escondidas. Vamos retomar as buscas com ainda mais intensidade”, concluiu.