O futebol feminino no Brasil vive um momento de expansão histórica, impulsionado pela proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no país. O calendário de 2026 terá 22% mais jogos em relação ao ano anterior, com o Campeonato Brasileiro da Série A1 passando a contar com 18 clubes e 150 partidas.

A expansão vai além do número de clubes. A quantidade total de partidas do Brasileirão Feminino A1 subiu de 134 para 167 nesta edição, com mais datas no calendário e mais oportunidades de jogo para as equipes. Outro marco de visibilidade: todos os 167 jogos da competição serão transmitidos por diferentes emissoras e plataformas, como TV Globo, SporTV, TV Brasil, N Sports, GE TV e CBF TV.
O interesse do público também mudou de patamar. Segundo estudo do Ibope Repucom:
• O interesse médio feminino pelas principais modalidades esportivas do Brasil cresceu 25% desde 2020
• Entre os homens, o avanço no mesmo período foi de 12% — metade do crescimento registrado entre as mulheres
• O futebol é uma das modalidades que mais ganhou fãs mulheres, com alta de 28%
Crescimento também é financeiro
O movimento se reflete nos números do mercado. As receitas globais do esporte feminino devem alcançar US$ 3 bilhões em 2026, crescimento de 25% em relação ao ano anterior, segundo estudo da consultoria Deloitte. No Brasil, 92 empresas estamparam suas marcas nos uniformes das equipes do Brasileirão em 2025, segundo o Ibope — sinal do interesse crescente de patrocinadores na modalidade.
Desafios que ainda existem apesar do crescimento
Apesar do avanço, especialistas alertam que crescimento não significa consolidação total. Equipes femininas ainda enfrentam limitações orçamentárias e dependência de decisões de dirigentes e patrocinadores, com casos recentes de times que encerraram as atividades. Ainda assim, o caminho até a Copa de 2027 promete acelerar ainda mais a profissionalização do futebol feminino no país.