A final da Copa do Mundo 2026 ficou marcada pelo sofrimento até os minutos finais. Neste domingo (19), a Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, e faturou seu segundo título mundial, repetindo o feito de 2010.

A decisão aconteceu no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, encerrando a edição mais longa da história e a primeira disputada por 48 seleções.
Como foi o jogo
O gol que definiu o título saiu logo no início do segundo tempo da prorrogação, marcado por Ferran Torres.
Até ali, a partida seguia truncada. A Espanha teve mais posse de bola e criou as melhores chances, mas esbarrou seguidamente no goleiro argentino Emiliano “Dibu” Martínez, autor de uma atuação decisiva com uma série de defesas importantes.
Do outro lado, a Argentina, pressionada durante praticamente toda a partida, teve dificuldade para sair jogando e contou pouco com Lionel Messi, que não conseguiu incomodar a defesa espanhola. O time de Scaloni ainda ficou com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández.
Os números da campanha espanhola
A campanha da Espanha impressiona pelos números:
- Apenas um gol sofrido em sete jogos disputados na competição, a melhor marca defensiva do torneio;
- Sequência de 37 jogos de invencibilidade rumo à final, igualando um recorde histórico;
- Mikel Oyarzabal fechou o Mundial como artilheiro da equipe, com cinco gols, igualando a marca de David Villa na conquista de 2010.
O que ficou para a Argentina
A Argentina, que buscava o bicampeonato consecutivo, foi a seleção que mais balançou as redes na competição, com 19 gols marcados ao longo do torneio. Ainda assim, não teve o mesmo equilíbrio defensivo dos espanhóis: sofreu sete gols em sete partidas e precisou de prorrogação em duas das quatro fases eliminatórias que disputou.
Com o resultado, a Espanha se junta ao grupo de seleções que ergueram mais de uma taça na história da Copa do Mundo, reafirmando o ciclo vitorioso iniciado com a geração de 2010. Para a Argentina, fica o vice-campeonato e a segunda final mundial seguida, repetindo o que a seleção já havia feito entre 1986 e 1990.